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O diretor comercial e de marketing da Feller Hotéis, Nelson Goes Lima Filho, é também professor universitário na Universidade Paulista. Graduado e especializado em marketing, ele está na área de hotelaria e turismo desde 1978, e coleciona cargos no ramo: foi agente, supervisor, gerente e chegou à direção nestes 33 anos de carreira.

20/12/2011


GESTÃO


Setor hoteleiro busca estratégias de expansão e fortalecimento



De olho nos eventos esportivos que serão realizados no Brasil, rede de hotéis promete inovar e desenvolver “uma proposta diferente” de gestão

Por Wagner Belmonte

Há mais de 25 anos no mercado, a Feller Hotéis, uma empresa do Grupo Feller, promete revolucionar o setor com novo modelo de administração baseado na integração de setores e associados. Segundo o diretor comercial e de marketing, Nelson Goes Lima Filho, o estreitamento de canais de relacionamento com clientes e empresas em potencial é um diferencial e pode gerar mais negócios para os hotéis no Brasil. Para o diretor, há grupos que ainda precisam alinhar os modelos de gestão. “As grandes redes internacionais presentes no mercado ainda não se adaptaram por completo ao padrão brasileiro de hotelaria”, avalia. Segundo ele, a perspectiva da Feller é de que o setor cresça proporcionalmente à média da economia do País. Atualmente, a rede conta com 33 hotéis, espalhados pelas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Sul do Brasil, além de dois Centros de Convenções localizados em São Paulo.

Mercado – O potencial do setor hoteleiro no Brasil tem sido destaque nos últimos anos. Um estudo da consultoria Jones Lang LaSalle Hotels, divulgado neste semestre, coloca em evidência o crescimento do índice que mede a receita por quarto disponível (RevPar). Em 2010, ele subiu 17,3%, a maior taxa já registrada. O diretor da Feller afirma que a expansão da rede deve seguir de acordo com a demanda aliada às oportunidades oferecidas. Nesse sentido, Nelson considera que os eventos esportivos que o Brasil vai receber nos próximos anos – Copa em 2014 e Olimpíada de 2016 - darão ao mercado nacional maior projeção. A estimativa da consultoria BSH internacional é de que o País deverá receber R$ 7,3 bilhões em investimentos no setor até 2014. O levantamento indica ainda que o Sudeste é a região para a qual será destinado o maior volume de recursos. Dos 198 hotéis que deverão começar a operar até o início da Copa, 76 ficarão em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Oportunidades de trabalho - O executivo admite as dificuldades na hora de contratar. “A carência de bons profissionais no segmento hoteleiro é nítida, mas está em processo de aprimoramento. As faculdades até preparam bons profissionais, mas eles saem mal acostumados para o mercado”, pondera. Para ele, a qualificação deve envolver não apenas a mão de obra, mas o preparo de gestores. “A profissionalização do setor é o primeiro passo para uma futura equiparação de serviços oferecidos pelas grandes redes internacionais”, ressalta. Hoje, o Grupo Feller possui 180 colaboradores, sendo 60 da Feller Hotéis, entre estagiários, funcionários e autônomos.

Perfil- O diretor comercial e de marketing da Feller Hotéis, Nelson Goes Lima Filho, é também professor universitário na Universidade Paulista. Graduado e especializado em marketing, ele está na área de hotelaria e turismo desde 1978, e coleciona cargos no ramo: foi agente, supervisor, gerente e chegou à direção nestes 33 anos de carreira.

Ricardo Xavier RH- Atualmente, quantos hotéis fazem parte do Grupo Feller?

Nelson Goes Lima Filho - O segmento hoteleiro do Grupo Feller conta até o momento com 33 hotéis, espalhados pelas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Sul do Brasil. Além disso, temos dois Centros de Convenções Associados localizados em São Paulo. A distribuição é feita pelas grandes capitais do país e cidades de representatividade econômica e cultural. Atualmente, não temos uma meta numérica para alcançar, mas sim uma projeção voltada à excelência do trabalho, visando aprimorar a qualidade dos nossos serviços.

Ricardo Xavier RH- Quais são os principais serviços que geram negócios para os hotéis da rede no mercado brasileiro?

Lima Filho- A Feller Hotéis está no mercado há mais de 25 anos, reúne 31 estabelecimentos associados, o Feller Spazzio Fortaleza e o Feller Avenida Paulista. Sem dúvida, o que garante uma grande circulação de negócios nesse mercado é o estreitamento de canais de relacionamento com clientes e empresas em potencial, além do crescente poder de negociação com agências de viagens e operadoras, boas opções de hotel e um completo e inovador suporte para soluções em reservas.

Ricardo Xavier RH- A Feller Hotéis vendeu quantos room nights em 2010? Qual a perspectiva para 2011?

Lima Filho- Em 2010, a Feller Hotéis vendeu no total 48.201 room nights. A perspectiva para este ano é de um crescimento de até 20%.

Ricardo Xavier RH- Qual foi o faturamento em 2010 sobre o apurado no ano anterior?

Lima Filho- Por uma questão de política da empresa e respeito aos nossos investidores, não podemos divulgar nossos faturamentos, mas podemos dizer que o aumento foi significativo de um ano para o outro. E a expectativa é de que os números continuem crescendo para expandirmos e melhorarmos cada vez mais.

Ricardo Xavier RH- Entre as regiões em que o grupo está presente, o Sul pode ser considerado um destino mais forte?

Lima Filho- Atualmente, o Grupo possui 6 hotéis associados na região Sul do País, sendo duas unidades em Florianópolis. A expansão da rede Feller dá-se de acordo com a demanda de mercado aliada às oportunidades que o mesmo oferece. Não fazemos distinção de destinos, tratando todas as regiões com igualdade. A Feller não tem hotéis da mesma categoria na mesma área de influência. O Brasil está em ótimo momento de projeção internacional, além de futuramente sediar a Copa 2014 e a Olimpíada de 2016. Isso exige um ramo hoteleiro melhor administrado e em constante crescimento. E, pensando nesta projeção, o Grupo Feller investe para um mercado melhor preparado.

Ricardo Xavier RH- Quantos funcionários têm o Grupo? Quantos são Feller Hotéis?

Lima Filho- O Grupo tem em torno de 180, sendo 60 da Feller Hotéis, entre estagiários, funcionários e autônomos.

Ricardo Xavier RH- Quais as perspectivas de crescimento da Feller Hotéis com a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016?

Lima Filho- O Grupo Feller possui um plano de expansão, não apenas focado nestes dois grandes eventos esportivos, mas também nas políticas de payback e taxa de retorno. Tanto a Copa quanto a Olimpíada vão apenas aumentar de forma significativa a visibilidade do Brasil no exterior e o movimento da rede hoteleira, em seus diferentes segmentos, durante os eventos. Mas o principal é que possamos garantir excelência de trabalho e serviços prestados por nossas diferentes áreas de atuação pelo ano todo.

Ricardo Xavier RH- O Brasil tem um mercado muito amplo de redes hoteleiras. Qual o diferencial da Feller?

Lima Filho- Além de um relacionamento estreito e qualificado com o cliente, a Feller Hotéis tem grandes diferenciais nas áreas de administração hoteleira e gestão comercial. As grandes redes internacionais presentes no mercado ainda não se adaptaram por completo ao padrão brasileiro de hotelaria. E a Feller apostou no modelo de associação, já consolidado nos Estados Unidos e na Europa, agregando maior flexibilidade contratual e taxas diferenciadas. A garantia do retorno do investimento, os contratos por períodos mais curtos e a sinergia entre os diferentes ramos do Grupo complementam este modelo que já é sucesso no resto do mundo. Estes são alguns dos pontos principais que asseguram a participação e o envolvimento da empresa em todas as etapas, desde a idealização até a construção e operação dos projetos.

Ricardo Xavier RH- Como manter o padrão de qualidade em todos os empreendimentos espalhados pelo Brasil? Quais as principais dificuldades?

Lima Filho- A qualidade é mantida através da centralização de informações e da própria padronização de serviços. É importante ressaltar que o treinamento de equipes e gerentes é fundamental. Sem dúvida, a distância física ainda é um problema, mas que tem sido minimizado com as tecnologias atuais. A Feller Hotéis está implantando um novo modelo de administração que irá revolucionar o mercado, como já foi feito em nosso primeiro modelo. Ainda não podemos entrar em detalhes, mas contará com uma integração completa de setores e associados, facilitando cada etapa do processo administrativo hoteleiro.

Ricardo Xavier RH- Quais as competências que se exigem hoje para se trabalhar nesse ramo?

Lima Filho- O crescimento do setor hoteleiro no Brasil exige maior qualificação não apenas da mão de obra, mas também de gestores. A profissionalização do setor é o primeiro passo para uma futura equiparação com os serviços oferecidos pelas grandes redes internacionais. Mas estes modelos ideais, baseados no padrão internacional, são muito engessados. O mercado hoteleiro brasileiro ainda precisa criar uma identidade de serviços e contratos.

Ricardo Xavier RH- O Brasil ainda é carente de profissionais especializados no segmento hoteleiro?

Lima Filho- Sim, a carência de bons profissionais no segmento hoteleiro é nítida, mas está em processo de aprimoramento. As faculdades preparam bons profissionais, mas eles saem mal acostumados para o mercado, que enfrenta um ótimo momento e, acima de tudo, está estável. Os veteranos da área passaram por diferentes etapas mercadológicas e sabem lidar com muitas situações, positivas ou não. Este tipo de experiência é muito importante para a consolidação de uma equipe preparada. Em nosso novo modelo, vamos contar com treinamento especializado para cada área, visando complementar o conhecimento de cada profissional.

Ricardo Xavier RH- Como é este treinamento?

Lima Filho- Nossos treinamentos são feitos por nosso próprio staff e, em nosso novo modelo, teremos treinamentos com maior foco em resultados e relatórios para analisar a eficiência. Os desafios de uma rede hoteleira são diários e de diferentes origens. Mas cabe ao hoteleiro conhecer o perfil de seus clientes e trabalhar de acordo com condições mercadológicas que mudam a cada dia. Para isso, é preciso know how. A formação nos oferece ferramentas para trabalhar, mas apenas a experiência nos dá conhecimentos para ultrapassar dificuldades e situações que nos são impostas.

Ricardo Xavier RH- Como equacionar esse problema?

Lima Filho- Oferecer um bom treinamento para cada profissional é fundamental. Com este conhecimento, podemos designar maior autonomia e responsabilidade. A supervisão minuciosa dos gestores de cada área também contribui muito. Desta forma, podemos exigir mais dos profissionais e colaborar com o processo de desenvolvimento profissional de cada um deles.

Ricardo Xavier RH- A empresa desenvolve algum tipo de treinamento via internet, e-learning?

Lima Filho- Sim, nosso treinamento é feito pessoalmente e, em nosso novo modelo, nós implantaremos um treinamento com maior eficiência.

Ricardo Xavier RH- Além do inglês, quais outras línguas são indispensáveis hoje?

Lima Filho- Um funcionário com mais de uma língua estrangeira é sempre bem visto. Trata-se de um pré-requisito para o profissional e para a empresa que o contrata. O inglês tornou-se fundamental para o ramo, e o ideal é que esteja aliado ao espanhol, francês ou a uma outra língua. No Feller da Avenida Paulista, temos funcionários na recepção que falam japonês ou mandarim. Mas o principal é que o português, nossa língua-mãe, também seja bem falado e escrito.

Ricardo Xavier RH- Quais as oportunidades ou mudanças que a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 trarão para o profissional da área? Quantos empregos a empresa pretende gerar?

Lima Filho- O ponto forte será a maior visibilidade internacional, além de um upgrade no mercado. Nosso planejamento para estes eventos ainda não foram finalizados, o que ainda não nos dá uma ideia do número de contratações temporárias que precisaremos fazer.

Ricardo Xavier RH- Existe a expectativa de que o mercado continue a crescer, ou é possível imaginar que ele sofrerá estagnação em breve?

Lima Filho- A perspectiva é de que o mercado continue em crescimento, proporcionalmente à economia do nosso país. Porém, este crescimento não é linear, tampouco chegou ao seu limite de expansão. O novo panorama que vem se estabelecendo nos permitirá expandir territorialmente de acordo com o desenvolvimento sócio-econômico que o Brasil pretende manter.




   

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