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10/11/2015

Como trabalhar na era dos smartphones?

João Xavier



Refletir sobre o impacto dos smartphones na forma como trabalhamos exige, em um primeiro momento, separar os smartphones das outras grandes transformações que se deram através da computação, internet e do e-mail.

A computação possibilitou o tratamento de uma grande quantidade de dados e informações e uma infinidade de softwares que tornaram as tarefas mais eficientes. Chegou a seu máximo (estou me referindo apenas ao “mundo empresarial”) com os grandes softwares de ERP (“Enterprise Resource Planning”).

A internet e o e-mail possibilitaram a instantânea comunicação entre os computadores e, é claro, seus usuários, de modo que todos esses dados, as informações, os processos de trabalho puderam ser compartilhados em tempo real entre os envolvidos.

O que o smartphone fez foi colocar toda essa tecnologia dentro de um único aparelho que cabe na palma da mão, mas não foi assim tão rápido e tão fácil. No início, ele só fazia ligações e recebia e-mails, a “web” ainda não estava preparada para ele, e não havia esse frenesi de jogos e aplicativos. Quem veio revolucionar esse “mundo” foi o iPhone e hoje os smartphones já se incorporaram totalmente as nossas vidas.

Ter um computador (com seus softwares e aplicativos) e internet na palma da mão permite usá-lo em diversas situações, em qualquer local e horário. Isso mudou a forma como usamos nosso tempo, pois agora tanto podemos otimizá-lo, quanto desperdiçá-lo. Em termos de trabalho, podemos trabalhar 24 horas ou, do contrário, levar a diversão para o trabalho.

Estamos quebrando as barreiras de tempo e espaço: podemos ser acessados por clientes, fornecedores, chefes, subordinados, amigos, filhos, parentes a qualquer hora e em qualquer lugar. Deixo para você decidir o quanto isso é bom ou ruim, pois conheço pessoas que adoram poder trabalhar em casa, em horários flexíveis, e dividem sua jornada de trabalho com seus outros papéis; assim como sei de pessoas que deixaram toda vantagem dos ganhos obtidos somente para o trabalho. Ambas estão felizes com isso, assim como também já vi o contrário.

Outra grande transformação que vem acontecendo ocorre na forma como nos comunicamos. Temos uma câmera, uma tela, um microfone na palma das mãos. Podemos trocar mensagens, imagens, vídeos, áudios. Podemos realizar vídeo- conferências e trocar documentos durante elas.

Os memorandos e relatórios substituíram a oratória, o e-mail substituiu os memorandos e deram agilidade na transmissão dos relatórios e de ordens de serviço. E o mais novo ator na velocidade da transmissão da informação, o WhatsApp. Ele está trazendo muitas das funcionalidades do e-mail, mas com a exigência da instantaneidade.

Agora temos tarefas, informações, documentos nos alcançando a qualquer hora do dia (e da noite), exigindo providências e respostas no mesmo instante. Fica aquela sensação de que quanto mais tempo ganhamos, mais tempo precisamos. Sempre me pergunto aonde foi parar o tempo que ganhamos com as refeições de micro-ondas (ou mesmo as do self-services)?

Mas a verdade é que nenhuma tecnologia pode ser boa ou ruim, e sim o uso que fazemos dela, assim como um machado pode ser bom ou ruim conforme o uso que damos a ele.

Portanto, cabe a você criar suas próprias regras e procedimentos, para utilizar o que há de mais positivo neste belo aparelho.

Artigo originalmente publicado no Olhar Digital


   

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