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01/04/2014

Você já teve um bom chefe?

João Xavier



Felizes são aqueles que têm um bom chefe. Posso afirmar isso com segurança, pois pesquisas mostram que os problemas de relacionamento com o gestor são a segunda maior causa de descontentamento que leva à mudança de emprego - a primeira é a falta de perspectiva de carreira.
Mas o que caracteriza um “bom chefe”? Podemos começar por analisar a função, a missão de um chefe. Seu principal desafio talvez seja direcionar os esforços da equipe para cumprimento dos objetivos. Seguindo por essa linha, o “bom chefe” deve agir como orientador, norteando o time em direção às metas e intervindo ao primeiro sinal de dispersão.
A orientação deve ser clara e precisa – uma boa orientação economiza muitas intervenções, que devem ser pontuais, oportunas, eficazes, necessárias. Poderíamos seguir por essa vertente – a da orientação e intervenção, mas penso que estaríamos “chovendo no molhado” ao definir o tal do líder, sendo que o objetivo deste texto é provocar outro tipo de reflexão.
O que é uma orientação clara e precisa? “Claro”, para mim, pode ser “objetivo” – curto e grosso - mas para você pode significar “riqueza de detalhes”. “Preciso” pode ser apenas “o ponto onde temos que chegar”, mas para você pode ser “uma definição clara do caminho a percorrer até lá”.
E o que é uma intervenção oportuna? Têm pessoas que não gostam de serem questionadas ou interrompidas até a conclusão da tarefa; já outras preferem ser assistidas durante todas as fases do trabalho.
E se a concepção de “boa orientação” ou de “intervenção precisa” do chefe for completamente oposta à de seu subordinado, quem deveria ser responsabilizado? Podemos afirmar que estaríamos diante de um mau chefe? Ou de um mau funcionário?
A questão é que se trata de uma relação e em uma relação todas as partes são responsáveis pela harmonia e pelos frutos desse vínculo. O comportamento do chefe afeta o do subordinado e vice-versa, podendo assim assumir uma situação virtuosa ou viciosa.
Portanto, convido você a refletir por alguns minutos quanto a algumas questões:
Você já falou suas expectativas e preferências ao seu chefe? Você conhece as expectativas e preferências dele? Você já teve um bom chefe? Quais características lhe fazem concluir que ele era realmente um bom chefe? Como você respondia (retribuía) a essa relação? Você tem feito a sua parte? Como melhorar a relação com a chefia? E, por fim, você é ou será um bom chefe?

Pensar neste assunto ajuda a desenvolver o autoconhecimento e a empatia, afinal, o que vemos, sentimos e pensamos sobre os outros, diz muito sobre nós mesmos.

Boa introspecção!

* Artigo publicado em 26 de março no Olhar Digital www.olhardigital.uol.com.br

** João Xavier, engenheiro e diretor geral da Ricardo Xavier Recursos Humanos. E-mail: joaoxavier@ricardoxavier.com.br




   

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