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28/05/2007


Mercado para a terceira idade



A aposentadoria está longe de significar o fim de carreira. Atualmente, ela pode representar o começo de uma nova atividade. A repórter Fabiana Scaranzi mostra que são várias as oportunidades que o mercado de trabalho oferece para os profissionais experientes.


Helena Meirelles, a violeira, lançou seu primeiro disco aos 70 anos. Cora Coralina, a poetisa que escrevia com simplicidade as respostas que buscava para o nosso cotidiano, lançou seu primeiro livro aos 75. Exemplos cada vez mais presentes nos dias de hoje. “Vale a pessoa ter coragem, disposição. E eu, graças a Deus, tenho”, diz Dona Dolores do alto dos seus 100 anos. “Eu continuo na minha, faço todo serviço, faço tudo.”


Segundo o IBGE, nos próximos 20 anos o número de idosos no Brasil pode ultrapassar os 30 milhões, representando quase 13% da população. Hoje a proporção de pessoas mais velhas está crescendo mais rapidamente do que a de crianças. Pensando nisso, muitas empresas, como uma rede de supermercados, lançaram programas para idosos. “Hoje a gente tem aproximadamente 1.500 profissionais e toda corporação, tanto em lojas como na área de administração. Para a pessoa, para o indivíduo, é muito importante porque além do ganho financeiro ela tem a oportunidade de convívio sócio-profissional, do resgate da auto-estima, melhoria da qualidade de vida. O consumidor vê de uma forma muito positiva, ele se identifica com esse profissional e além do que ele se sente acolhido”, diz a gerente de seleção da rede, Eliana Ponzio.


E é a área de serviços que mais emprega os idosos. “Seguida aí pelo comércio, também focada muito no atendimento, no contato desse profissional e na credibilidade que ele passa, e por último a indústria”, fala a gerente de recrutamento e seleção Neli Barboza.


De acordo com o IBGE, 19,31% das pessoas com 70 anos ou mais estão voltadas para o mercado de trabalho , números que fazem diferença na economia do país. “Eles realmente contribuem com a renda mensal, eles ajudam os filhos a se formarem, eles ajudam os filhos a construir uma casa. Você consegue ter um montante que te dá uma qualidade de vida melhor e você ajuda a sua família a continuar evoluindo”, diz Neli.


Foi o que aconteceu em Belo Horizonte. Seu Élio se aposentou há 13 anos, mas não saiu da praça. Ele ganha R$2.000 do INSS, o suficiente para as despesas da casa. Decidiu continuar trabalhando como motorista de táxi para pagar os estudos dos filhos. A filha Cristiane fez a pós-graduação em processos educacionais graças à ajuda do pai. Agora a especialização do filho Marco Aurélio em educação ambiental também é paga com o dinheiro extra que seu Élio consegue como taxista. “Eu trabalho como professor de geografia e o meu salários muitas das vezes não dá para cobrir os meus custos e ele contribui muito com a minha pós-graduação. Se ele não me ajudasse, eu não poderia estar me qualificando cada dia mais para o mercado de trabalho”, conta Marco Aurélio.


Além da ajuda financeira, para o idoso trabalhar é também importante porque o mantém inserido na sociedade, faz com que ele se sinta útil e, principalmente, não tenha problemas emocionais. “Nós temos vários depoimentos de pessoas que dizem que estavam já entrando em processos depressivos em casa e com essa iniciativa de buscar oportunidades e até oportunidades que as empresas abriram de trabalhar com os aposentados mudaram completamente o estilo de vida dessas pessoas”, lembra Neli.




   

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